sábado, 29 de novembro de 2008

Dicas para Fazer uma Alimentação Saudável


Coma quatro ou cinco vezes por dia: Fazendo quatro ou cinco refeições leves e equilibradas você leva o organismo a utilizar mais facilmente o seu combustível de reserva, que são as gorduras, além de conseguir controlar melhor seu apetite e vontade de beliscar alimentos desnecessários.

Coma a intervalos regulares: O ideal é fazer uma refeição a cada três horas. Se isso não for possível, estabeleça intervalos de no máximo 4 horas entre as refeições. Uma vez fixados esses horários, há uma tolerância de meia hora, contanto que sejam obedecidos os intervalos mínimo e máximo. Fazendo o número previsto de refeições, a intervalos regulares, você evitará a hipoglicemia (queda no nível de açúcar no sangue) e reduzirá a chance de ter uma fome sem controle dos alimentos a serem ingeridos.

Coma sempre nos mesmos horários: Programe os horários das refeições de modo que possa cumpri-los e faça todo o possível para cumpri-los de fato. Alimentando-se sistematicamente nos mesmos horários, seu organismo se acostumará ao novo ritmo e ficará condicionado a esperar a comida somente nestes horários. Se você acordar mais tarde, perdendo a hora do café da manhã, faça essa refeição na hora do lanche e mantenha as outras refeições conforme o programado.

Coma devagar e preste atenção ao que come: Observe primeiro o que irá comer. Mastigue bem, e lentamente, para sentir a textura e o sabor de cada alimento, experimentando o prazer de saborear o que come. Ao se alimentar dessa forma, seu cérebro receberá maior número de informações, que contribuirão para acionar o centro da saciedade, levando sua fome a ser satisfeita com menores quantidades de alimento. Separe o ato de comer das outras atividades, como ler, assistir televisão, pois estas atividades interferem recepção destas informações.

Respeite a quantidade e a qualidade dos alimentos permitidos: Como dito anteriormente, os alimentos devem ser ingeridos em quantidade e qualidade adequadas para suprir todas as necessidades nutricionais sem excesso de calorias. Cada indivíduo precisa de um plano alimentar específico.

-Evite a monotonia: Um erro comum e desastroso é repetir sempre os mesmos alimentos, pois a monotonia na alimentação faz com que o plano alimentar seja abandonado. Varie bastante dentre os alimentos de cada grupo. Invente novos pratos. Capriche na arrumação da mesa. Torne o momento da refeição um prazer.

Beba bastante líquido: beba bastante água filtrada, mineral (sem gás) e sucos naturais (sem açúcar) para hidratar-se. Evite o consumo de café, refrigerantes e sucos industrializados.

Não adote dietas radicais: Você não vai agüentar por muito tempo e voltará rapidamente para antigos e maus hábitos alimentares. Além disso, a grande perda de peso em curto período de tempo é prejudicial ao metabolismo do organismo, pois a grande perda de massa magra, com conseqüente redução do gasto energético total, o que leva possivelmente ao aumento de massa gordurosa após a dieta restritiva.

Evite ter na despensa alimentos calóricos e pobres em nutrientes saudáveis: Assim você se protege do risco de um ataque surpresa na hora de fome.

Deixe sempre na gaveta do escritório barra de cereais, bolacha integral (ingira, no máximo, 3 unidades), ou se possível, uma fruta ou iogurte natural: deste modo, quando a fome bater, terá algo saudável para comer.

Se tiver vontade de comer um doce, coma-o. Mas lembre-se: somente um pedaço ou unidade. Isso é melhor do que devorar uma caixa de bombom no final do dia.

Evite o uso de óleos e temperos industrializados para temperar as saladas: se quiser pode usar um fio de azeite, mas abuse mesmo dos temperos aromáticos como orégano, manjericão, cheiro verde, louro, pois deixarão a salada mais saborosa. Use também vinagre ou suco de limão (melhor que o vinagre, pois é rico em vitamina C).

As preparações com molhos branco, quatro queijos, bolonhesa, ou ainda, com mussarela e presunto devem ser evitados, pois são muito calóricos. Dê preferência ao molho “ao sugo” e use os temperos aromáticos para deixar os pratos mais saborosos.

Bebidas energéticas devem ser evitadas. Mesmo os indivíduos que praticam atividade física regular não possuem necessidades energéticas ou de minerais para ingestão destes produtos. A água ainda é o melhor hidratante.

Utilize adoçante nos sucos e no cafezinho, ao invés de açúcar.

Dê preferência às carnes magras e sem gordura visível: pois possuem menos gordura e menos calóricas como peixe, frango (partes magras e sem pele), peru, patinho, contra-filé. O modo de prepará-las também é importante: cozidas, grelhadas ou assadas.

Evite enlatados, temperos industrializados, apresuntados e defumados: eles são ricos em sódio e perigosos para pessoas com predisposição a pressão alta.

Queijos amarelos (mussarela, provolone, prato, parmesão) devem ser evitados: são muitos mais gordurosos que os queijos brancos (minas, frescal, ricota e cottage).

Bebidas alcoólicas são calóricas: Consuma esporadicamente e em pequena quantidade (deixe para o fim de semana). Além disso, evite os petiscos como amendoim, batata frita, castanha de caju, carne seca ou salgadinhos que acompanham as bebidas alcoólicas, pois são calóricos e com alto teor de gordura saturada.

Em restaurantes por quilo: Passe primeiro por todas as opções antes de escolher os alimentos. Isso evitará exageros. Escolha opções de hortaliças, legumes cozidos (sem maionese ou molhos), carne magras, massas sem molhos brancos e com mussarela e presunto ou arroz branco (ou sortido com legumes) e para sobremesa, prefira as frutas.

Em épocas de calor, evite sorvetes de massa: Opte pelo picolé de fruta.

Compras no supermercado: não vá com fome: Isso evitará pegar balas, chocolates e salgadinhos. Não compre alimentos que devem ser evitados. Sempre olhe a informação nutricional presente dos rótulos dos alimentos: calorias, quantidades de carboidratos, gorduras, fibras, sódio.

Cuidado com os produtos light e diet: apesar de apresentarem redução de algum nutriente, nem sempre, esta restrição é em calorias ou gorduras.

Movimente-se: Você não precisa ir à academia! Caminhar 3 vezes por semana pelo bairro, por 40 minutos cada sessão, irá ajudá-lo a ter mais saúde!

Substituições mais saudáveis: Experimente o requeijão light, cream cheese light (mesmo estes devem ser usados com moderação), queijo tipo cottage, pois além do valor calórico reduzido, oferecem mais nutrientes como cálcio e proteínas.

NÃO CONFUNDA: HIDROPÔNICO NÃO É ORGÂNICO



Com a atual variedade de produtos nos supermercados, fica difícil para o consumidor não se confundir entre tantos nomes: natural, hidropônico, processado, orgânico... A seguir, veremos com mais detalhes cada uma dessas denominações

"Natural"
Em princípio, vale lembrar de que toda verdura, fruta ou legume é natural, já que o homem pode apenas reproduzir plantas a partir de sementes ou outras partes de plantas, multiplicando-as através da agricultura. Ou seja, independentemente do sistema em que foram produzidos (convencional ou orgânico), do grau de contaminação ou da qualidade nutricional que apresentem, qualquer verdura, legume ou fruta é natural. Portanto, a palavra "natural" indicada nas embalagens não significa que o produto esteja isento de agrotóxicos e outras substâncias que trazem riscos para a saúde humana.

"Processado"
Os produtos lavados, cortados e embalados, usados para facilitar a vida da dona de casa, continuam sendo verduras e legumes convencionais, ou seja, que receberam agrotóxicos e adubos químicos; apenas já foram selecionados pela indústria. Atualmente, é possível encontrar produtos higienizados e processados que foram produzidos no sistema orgânico e que por isso, não contêm agrotóxicos nem qualquer outro produto potencialmente tóxico. Para encontrá-los, basta verificar na embalagem a palavra "orgânico" juntamente com o selo de uma instituição certificadora. Desta forma, o consumidor terá a certeza de que os produtos processados seguiram, de fato, todas as normas de produção que geram alimentos saudáveis, como são os orgânicos.

"Hidropônico"
O hidropônico é um alimento produzido sem a presença do solo e sempre em ambiente protegido, ou seja, em estufa. Cultivado sobre suportes artificiais, em água, recebe soluções químicas para nutrição e tratamento de eventuais doenças.

"Orgânico"
O produto orgânico, ao trazer este nome na embalagem juntamente com o selo de uma Instituição Certificadora, demonstra a quem o compra muito mais que um alimento isento de substâncias nocivas à saúde. Ao ser gerado dentro de um sistema produtivo que preservou o ambiente natural, o produto orgânico contribui para a melhor qualidade de vida não de um consumidor isolado, mas de toda a sociedade.

Para ressaltar bem um produto hidropônico de um orgânico, veja esta tabela comparativa:

AGRICULTURA ORGÂNICA

Produção de alimentos no solo
Plantas não recebem agrotóxicos.
Plantas recebem apenas fertilizantes orgânicos ou minerais moídos.
O solo filtra e neutraliza as eventuais impurezas e a planta aproveita os nutrientes sem acumular excessos.
Plantas com metabolismo equilibrado, mais resistentes a pragas e doenças.
O sistema de produção certificado garante ao consumidor que o produto é saudável

HIDROPONIA

Produção de alimentos sem o uso do solo
Plantas recebem agrotóxicos
Plantas precisam receber fertilizantes químicos, devido a ausência de solo.
Eventuais excessos de nutrientes ou impurezas na solução nutritiva podem se acumular no produto hidropônico.
Plantas com metabolismo desequilibrado, suscetíveis ao ataque de pragas e doenças.
A beleza garante ao consumidor que o produto é saudável

As origens do café












Corre uma lenda sobre as origens do café contando que, num dado momento do século III d. C., um pastor de cabras, chamado Kaldi, certa noite ficou ansioso quando suas cabras não retornaram ao rebanho. Quando saiu para procurá-las, encontrou-as saltitando próximo a um arbusto cujos frutos estavam mastigando e que obviamente foi o que lhes deu a estranha energia que Kaldi nunca vira antes. Dizem que ele mesmo experimentou os frutos e descobriu que eles o enchiam de energia, como aconteceu com o seu rebanho. Kaldi evidentemente i levou essa maravilhosa "dádiva divina" ao mosteiro local, mas as reações não foram favoráveis e ele ateou fogo nos frutos, dizendo serem "obra do demônio". O aroma exalado pelos frutos torrados nas chamas atraiu todos os monges para descobrir o que estava causando aquele maravilhoso perfume e os grãos de café foram rastelados das cinzas e recolhidos. O abade mudou de idéia, sugeriu que os grãos fossem esmagados na água para ver que tipo de infusão eles davam, e os monges logo descobriram que o preparado os mantinha acordados durante as rezas e períodos de meditação. Notícias dos maravilhosos poderes da bebida espalharam-se de um monastério a outro e, assim, aos poucos espalharam-se por todo mundo.
As evidências botânicas sugerem que a planta do café origina-se na Etiópia Central (onde ainda crescem vários milhares de pés acima do nível do mar). Ninguém parece saber exatamente quando o primeiro café foi tomado lá (ou em qualquer parte), mas os registros dizem que foi tomado em sua terra nativa em meados do século XV Também sabemos que foi cultivado no Iêmen (antes conhecido como Arábia), com a aprovação do governo, aproximadamente na mesma época, e pensa-se que talvez os persas levaram-no para a Etiópia no século VI d.C., período em que invadiram a região.

À medida que o café tornou-se cada vez mais popular, salas especiais nas casas dos mais abastados foram reservadas para se tomar café, e casas de café começaram a aparecer nas cidades. A primeira abriu em Meca, no final do século XV e início do XVI e, embora originalmente fossem lugares de reuniões religiosas, esses amplos saguões onde os clientes se sentavam em esteiras de palha ou colchões sobre o chão, rapidamente tornaram-se centros de música, dança, jogos de xadrez, gamão, conversas em locais em que se faziam negócios.
Sua popularidade espalhou-se por Cairo, Constantinopla e para todas as partes do Oriente Médio, mas os muçulmanos devotos desaprovavam todas as bebidas tóxicas, incluindo o café, e consideravam as casas de café como uma ameaça à observância religiosa. Às vezes, esses centros populares de diversão eram atacados e destruídos por fanáticos religiosos, e alguns governantes apoiavam a proibição do café e impunham punições aterrorizadoras: aqueles que desobedecessem poderiam ser açoitados, presos dentro de um saco de couro e atirados no Bósforo.
Enquanto isso, comerciantes europeus da Holanda, Alemanha e Itália certamente estavam exportando grãos e, também, tentando introduzir a lavoura em suas colônias. Os holandeses foram os primeiros a iniciar o cultivo comercial no Sri Lanka, em 1658, e então em Java, em 1699, e por volta de 1706 eles estavam exportando o primeiro café de Java e estendendo a produção para outras partes da Indonésia. Em 1714, os holandeses bem-sucedidos presentearam Luís XIV da França com um pé de café que cresceu numa estufa em Versailles e quando deu frutos, as sementes foram espalhadas e as mudas foram levadas para o cultivo na ilha de Réunion, na época chamada de Ilha de Bourbon. A variedade de arbustos de café que se desenvolveu daquela árvore em Paris tornou-se conhecida como o café Bourbon e foi a fonte original de grãos hoje conhecidos no Brasil como Santos e no México como Oaxaca.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008


Magrinhas, magrinhas...

Mantenha o shape!

Anote os 11 passos para você ficar com tudo em cima:

1.Beba bastante água, no mínimo, seis copos por dia.

2.Consuma fibras (alimentos integrais, farelos)

3.Coma frutas diariamente, assim como verduras, vegetais ou legumes.

4.Diminua o consumo de alimentos ricos em conservantes, corantes, agrotóxicos.

5.Não pule refeições e não coma dobrado caso tenha sido obrigada a “pular” uma refeição.

6.Não existe “meia dieta”. Dieta é consciência. Portanto, finais de semanas são dias normais para quem pretende emagrecer e melhorar a saúde.

7.Coma com moderação.

8.Faça compras em supermercado com uma lista pronta, assim fica mais difícil dar uma escapadinha.

9.Ande com comidinhas leves na bolsa ou tenha na gaveta ou geladeira do escritório (barrinha de cereal, fruta, iogurte light). Assim, na hora que realmente apertar a fome, você terá com o que driblar, e não correrá para escolhas ruins.

10.Escolha utensílios menores e padronizados para os seu cardápio em casa:um medidor para os carboidratos para não exagerar na porção (como usar a colher de sopa para pegar o arroz e não uma escumadeira), um prato grande para saladas (pode abusar dos vegetais, mas sem molhos prontos ou azeite, claro), uma taça para comer frutas.

11.Não deixe de ir a festas e curtir a vida, mas também não adianta achar que é só uma escapadinha, mantenha sua meta mesmo nestes momentos, minimize a porção, dê uma enrolada com bebidas sem calorias, procure alimentos com baixo de teor de gordura.

Mexa-se!

Você também faz parte daquela maioria imensa (desculpe-nos pela redundância) que de-tes-ta fazer regime? Então aí vai a nossa dica:mexa-se! Não precisa se matar em academias, é claro, mas caminhe por aí, pule corda com as suas sobrinhas–ninguém vai achar você ridícula se fizer isso lá no quintal escondido da sua casa,leve o cachorro para um longo passeio, dance feito uma maluca no seu quarto, faça uma faxina daquelas ouvindo música.Quanto mais você se movimentar,dieta vai ter que fazer, pode apostar.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Seja feliz ( autor desconhecido)

Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes. Mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo. E só você pode evitar que ela vá à falência.

Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você. É importante que você sempre se lembre de ser feliz e de que ser feliz não é ter um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes, trabalho sem cansaço, relacionamentos sem decepções. Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo e amor nos desencontros

Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza.Não é apenas comemorar o sucesso, mas sim aprender lições nos fracassos.Não é apenas ter júbilos nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.Ser feliz não é uma fatalidade do destino, mas uma conquista de quem sabe viajar para dentro do seu próprio ser.Ser feliz é deixar de ser a vítima dos problemas e se tornar autor da sua própria vida.

É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito de sua alma.É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.É saber falar de si mesmo.É ter coragem para ouvir um “não”.E segurança para ouvir uma crítica, mesmo que injusta.É beijar os filhos, curtir os pais, ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem.

Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós.É ter maturidade para falar "eu errei".É ter ousadia para falar "me perdoe".É ter sensibilidade para confessar "eu preciso de você".É ter a capacidade de dizer "eu te amo".

Eu desejo que a vida seja um canteiro de oportunidades para você.Que nas suas primaveras você seja amante da alegria.Nos seus invernos, seja amigo da sabedoria.E quando você errar o caminho, comece tudo de novo.Pois assim você será cada vez mais apaixonado pela vida.

Descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita, mas saber usar as lágrimas para irrigar a tolerância, aproveitar as perdas para refinar a paciência e as falhas para esculpir a serenidade. É, também, usar a dor para lapidar o prazer e os obstáculos para abrir as janelas da inteligência na vida.Jamais desista das pessoas que você ama. Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível.

domingo, 23 de novembro de 2008

Vídeo No espaço!!!!!

Viver no Espaço… não é o mesmo que viver na Terra. No entanto, existem muitas semelhanças já que a vida e a atividade dos astronautas, tal como na Terra implica que ele tenha as mesmas necessidades de se alimentar e descansar e de se manter em boa forma física e mental. A forma de fazer tudo isto é que tem que ser algumas vezes modificada para se adaptar às condições no Espaço. Uma parte importante, também como acontece aqui na Terra é o trabalho, que como deves imaginar é muito interessante.

No final um vídeo muito legal!!!

COMO SE RESPIRA?
Para respirar é necessário que exista oxigénio dentro dos veículos espaçais. Por exemplo, a bordo da Estação Espacial Internacional, o oxigénio necessário é obtido a partir da água, que é formada por oxigénio e hidrogénio. Os outros gases provenientes do funcionamento do corpo humano, como o dióxido de carbono produzindo em grande quantidade, são eliminados para o espaço. A água necessária para consumo e para obter oxigénio é transportada em parte para a Estação, mas uma grande parte é reciclada a partir do vapor de água da transpiração, da urina e da água já utilizada.
No vaivém espacial o oxigénio necessário para uma missão, que dura 1 a 2 semanas, é transportado em garrafas.
Existem também a bordo, maneiras de produzir oxigénio de recurso, do tipo dos que se usam nas máscaras de emergência dos aviões.

Higiene diária

Na Terra precisamos de tratar da nossa higiene. E os astronautas também, mas, no espaço esta tarefa dá um pouco mais de trabalho. Não existem casas de banho como nós temos em casa. Mas, os astronautas também têm as suas escovas e pastas de dentes, pentes e lâminas de barbear. O problema é que não há um lavatório e ao lavar os dentes os astronautas têm que usar um lenço para deitar fora a pasta e água de lavagem. Os banhos também são diferentes. Os astronautas usam champôs e sabonetes especiais: não precisam de água para serem tirados. Depois de se lavarem usam uma toalha para os limpar. Estes champôs e sabonetes são usados nos hospitais, para os doentes que não podem contactar com água.

O que é o almoço?

Imagina que vais acampar uma semana inteira com vários amigos. Precisas de levar comida suficiente e qualquer coisa para a cozinhar e aquecer e uns garfos, facas e colheres. A comida tem que ser guardada convenientemente e não se pode estragar para não teres que a deitar fora. Depois de acabar o teu acampamento tens que guardar todo o equipamento e deitar fora o lixo de maneira adequada.
Pois os astronautas fazem justamente o mesmo, quando vão para o espaço. A preparação da comida depende do seu tipo. Algumas coisas podem ser comidas na sua forma natural, como as bolachas e a fruta. Outros alimentos precisam que se lhes junte água, como por exemplo os macarrões o queijo ou o esparguete. Para não pesarem tanto e se conservarem bem, estas coisas são levadas para o espaço sem água (diz-se que estão liofilizadas). Nas naves existe um forno ou um micro-ondas para aquecer a comida. Mas, não se usam frigoríficos no espaço, para não gastar energia e por isso a comida tem que ser guardada e preparada de maneira a que não se estrague, especialmente nas missões mais longas.
Os astronautas usam condimentos como o ketchup, a mostarda e a maionese. O sal e a pimenta são usados mas em forma líquida, por que é impossível espalhar os sólidos em pó na comida. Como não caem ficariam espalhados em toda a nave. Pode imaginar-se o festival constante de espirros, já para não falar nos problemas que podiam causar nos olhos, na contaminação dos equipamentos e no entupimento das condutas de ar.
Os astronautas comem três refeições por dia: pequeno-almoço, almoço e jantar. Os nutricionistas preparam dietas equilibradas com vitaminas e minerais de acordo com as necessidades de cada astronauta. Eles podem escolher uma grande variedade de alimentos, quase como aqui na Terra: fruta, legumes, frutos secos, manteiga, frango, marisco, doces, bolachas, etc.. E as bebidas podem ser café, chá, sumo de laranja e de outros frutos e gasosa.


video

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

TRANSGÊNICO



Nossa...




Vaca Transgênica:


Imagem um pouco chocante:




TRANSGÊNICO



O que é um transgênico?

Transgênicos, ou organismos geneticamente modificados (OGM), são seres vivos criados em laboratório a partir de cruzamentos que jamais aconteceriam na natureza: planta com bactéria, animal com inseto, bactéria com vírus, etc. Usando uma técnica que permite cortar genes de uma determinada espécie e colá-los em outra, os cientistas criam organismos totalmente novos com características específicas.A soja Roundup Ready da Monsanto, por exemplo, recebeu genes de um vírus, duas bactérias e uma flor para se tornar resistente ao agrotóxico vendido pela própria Monsanto.A transgenia é uma técnica diferente de melhoramento genético, que realiza cruzamentos dentro da própria espécie, ou seja, milho com milho, soja com soja, arroz com arroz, etc.

Por que o Greenpeace faz campanha contra os transgênicos?

O Greenpeace faz campanha apenas contra a liberação dos transgênicos no meio ambiente, o que pode causar impactos imprevisíveis, irreversíveis e incontroláveis. Ainda há pouquíssimos estudos sobre o que pode acontecer com a saúde humana ou animal caso esses organismos sejam plantados. Até agora, ninguém conseguiu provar que eles sejam seguros. Existem transgênicos farmacêuticos que são criados e manipulados em laboratório, sob rígido controle. Nestes casos, o Greenpeace não se opõe.

Que tipo de transgênicos existem no mundo atualmente?

Desde o início da utilização dos transgênicos em larga escala, em 1997, apenas 3 tipos foram adotados comercialmente: os trangênicos para resistir a um determinado agrotóxico; os transgênicos criados para terem propriedades inseticidas; e os transgênicos que combinam essas duas características.Muitas pessoas acreditam que os OGM foram criados para produzir mais, ou para ter mais nutrientes, ou ainda para resistir a chuvas, secas e temperaturas extremas. No entanto, depois de mais de 10 anos da primeira plantação comercial de transgênicos, nada disso se confirmou. Essas variedades até foram estudadas em laboratório, mas nunca chegaram a ser comercializadas.No Brasil, a primeira variedade aprovada foi a soja da Monsanto, resistente a um agrotóxico da própria Monsanto.
Qual o problema dos transgênicos para o meio ambiente?

Entre os principais problemas ambientais relacionados aos transgênicos está a contaminação genética, que acontece quando plantas transgênicas cruzam com plantas convencionais e se sobrepõem, causando uma perda da diversidade genética da espécie. Isso já aconteceu com o milho no México, por exemplo. Variedades que vinham sendo melhoradas há séculos pelos agricultores foram perdidas quando tiveram contato com o milho transgênico.Além disso, os OGM também podem aumentar o uso de agrotóxicos. A soja da Monsanto, por exemplo, foi feita para ser resistente a um único pesticida. Após alguns anos usando sempre o mesmo produto, o agricultor começa a ter problemas para matar as ervas daninhas, que passam a ficar mais fortes e resistentes. Para acabar com esse problema, ele é obrigado a aplicar o veneno mais vezes e em quantidades cada vez maiores. E isso significa que mais agrotóxico será depositado no solo e na água ao redor da lavoura.

Os transgênicos fazem mal à saúde?
Até hoje, ninguém conseguiu provar que os transgênicos são seguros para o ser humano. Mas o aumento do uso de agrotóxicos não é um bom sinal, pois significa maior quantidade de resíduo de veneno indo para o seu prato. Prova disso é que quando o governo brasileiro autorizou a soja transgênica no país, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) teve que aumentar em 50 vezes a quantidade permitida de resíduo de agrotóxico na soja. Ou seja: ao comer a soja transgênica, os brasileiros estão comendo pelo menos 50 vezes mais veneno.Os poucos estudos sobre os efeitos dos transgênicos na saúde humana indicam que há possibilidade de aumento de alergias, aumento da resistência a tratamentos com antibióticos e alterações de peso em fígados e rins de cobaias. No entanto, nenhum estudo até hoje foi conclusivo. E é justamente por isso que devemos ter cuidado dobrado: como não existem informações suficientes sobre a segurança dos transgênicos para os seres humanos, consumi-los significa correr um risco desnecessário.

Os transgênicos dispensam o uso de agrotóxico?

Não, nem um pouco. Pelo contrário, no médio e longo prazo, o uso de agrotóxico aumenta.Uma avaliação feita nos Estados Unidos durante os oito primeiros anos de cultivo de transgênicos no país revelou que houve uma redução no uso de agrotóxicos inicialmente (nos 3 primeiros anos), mas a partir do sexto ano, a quantidade aumentou significativamente. Isso aconteceu devido ao surgimento das ‘super-pragas’. É o que acontece quando se usa um antibiótico durante muito tempo para combater uma doença. No início, o efeito é bom, mas com o tempo o organismo adquire resistência e devemos aumentar as doses. Um dia o antibiótico pára de fazer efeito e é preciso mudar de produto.Com o agrotóxico, é a mesma coisa. O agricultor pode aplica-lo algumas vezes e ter resultado. Porém, após repetidas aplicações da mesma substância, começam a aparecer ervas daninhas que resistem àquela agrotóxico. Aí, ele é obrigado a aplicar outras substâncias, mais vezes e em quantidades maiores.

Os transgênicos produzem mais? São mais baratos?
Não, pelo contrário. No Rio Grande do Sul, por exemplo, que produz soja transgênica há quase dez anos, a produtividade tem sido menor do que no Paraná, que cultiva majoritariamente soja não-transgênica.Os transgênicos também não são mais baratos. Em 2007, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) divulgou nota informando que os agricultores que plantaram soja transgênica tiveram mais custos do que os que optaram pela soja convencional. Isso porque o glifosato, agrotóxico usado na soja transgênica, teve um aumento de 50% em seu preço, levando os custos de produção de soja transgênica para as alturas.

Os transgênicos podem ajudar a combater a fome no mundo?

A idéia de que os transgênicos podem ajudar a combater a fome no mundo está baseada na falsa premissa de que existe uma diferença entre a quantidade de alimentos produzidos e a quantidade de pessoas que habitam o planeta. No entanto, o próprio chefe da Organização para Alimentos e Agricultura (FAO) da ONU, Jacques Diouf, reconhece que “o mundo produz alimentos suficientes para alimentar todas as pessoas que habitam o planeta – e poderia produzir até mais”. A fome não é exclusiva dos países com baixo estoque de alimentos. Muitas pessoas passam fome porque são pobres e não podem pagar por alimentos, ou porque não têm terras onde poderiam cultiva-los.O Greenpeace acredita que a solução para o problema da fome está em capacitar o mundo para que alimente a si mesmo. A organização documentou projetos em milhões de propriedades em mais de 50 países de todo o mundo, que mostram que as populações mais pobres podem ser auto-suficientes usando tecnologias baratas, disponíveis localmente e que não prejudiquem o meio ambiente e ainda assim aumentar suas colheitas em cerca de 73%.A engenharia genética não é a resposta para esse problema. Na verdade, ela poderia piorar a situação ao aumentar a monopolização do mercado de sementes e as tentativas das empresas de negar aos agricultores o seu direito de guardar, trocar e replantar as sementes.

Como se dá o processo de liberação de um transgênico no Brasil?

Desde 2005, a Lei de Biossegurança determina as regras para a liberação de novos transgênicos. Para ser plantado em escala comercial e vendido para consumidores e agricultores em todo o país, uma nova variedade precisa passar por duas comissões: a CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) e o CNBS (Conselho Nacional de Biossegurança).A CTNBio é um órgão técnico, composto por 27 membros titulares e 27 membros suplentes. É obrigatório ser brasileiro e possuir doutorado. O CNBS é composto por 11 ministros de estado e tem o papel de avaliar os aspectos sociais e econômicos da liberação.Nem Ibama e nem Anvisa – que são os órgãos especializados em meio ambiente e saúde, respectivamente – participam do processo de liberação comercial de transgênico no Brasil.

O Brasil toma medidas para evitar problemas com o plantio de transgênicos?

Não. Até hoje, não foram feitos estudos de impacto ambiental para nenhum dos transgênicos liberados no Brasil, o que desrespeita o artigo 225 da Constituição Brasileira. Também não existem normas de coexistência e monitoramento que evitem, de fato, a contaminação de variedades por organismos geneticamente modificados.
As liberações de transgênicos no Brasil têm sido feitas com base apenas em estudos apresentados pelas próprias empresas, sem levar em conta evidência contrárias aos transgênicos. O próprio Greenpeace já encaminhou diversos estudos sobre os impactos dos transgênicos na saúde e no meio ambiente ao órgãos competentes, mas esses estudos nunca foram analisados.
Recentemente, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) contestou a liberação de duas variedades de milho, alegando que não havia estudos suficientes que garantissem a segurança daqueles produtos. Mesmo assim, o governo os liberou.

O Brasil não está ficando pra trás na economia mundial ao deixar de liberar e plantar transgênicos?

Muito pelo contrário. O Brasil tem ganhado cada vez mais mercados pelo fato de ser o único grande fornecedor de grãos não-transgênicos do mundo e corre o risco de perder estes mercados com a liberação do plantio de transgênicos.Mais do que isso, ao plantar transgênicos, os agricultores brasileiros precisam pagar royalties para as multinacionais detentoras das patentes dessas variedades transgênicas. Estas empresas estão buscando o monopólio do mercado de sementes e agrotóxicos, tornando nossa agricultura cada vez mais dependente de grandes corporações e enviando uma parte significativa do lucro gerado por este setor para fora do país.

Por que escolher produtos livres de transgênicos?
Todo consumo causa algum tipo de impacto – positivo ou negativo – na economia, na sociedade, no meio ambiente e em você mesmo. Ao pesar esses impactos na hora de escolher o que comprar, de quem comprar e definir a maneira de usar e como descartar o que não serve mais, o consumidor pode contribuir com a construção de um mundo melhor. A opção de consumir ou rejeitar um determinado produto vai indicar para os fabricantes e para a sociedade que você não está disposto a comprar algo que não respeite a sua saúde e o meio ambiente. Isso se chama consumo responsável.Uma atitude simples pode fazer toda a diferença. Se você descobrir que o produto que está acostumado a comprar pode ter sido fabricado com ingredientes transgênicos, tem o rótulo de transgênicos ou está na lista vermelha do Guia do Consumidor, basta trocá-lo por um outro produto da lista verde.Ao trocar o seu produto de costume por um produto que não use ingredientes transgênicos, você ajuda a diminuir a demanda por esses produtos e manda um recado claro para quem os produz. Você está dizendo para o fabricante que não há espaço para transgênicos no seu carrinho de supermercado. E assim você e cada brasileiro pode se tornar um ativista em defesa do meio ambiente.

Quem ganha com a comercialização de transgênicos?

Levando-se em conta os riscos associados à transgenia, é difícil entender exatamente quem se beneficia com os produtos desta tecnologia. As multinacionais agroquímicas que estão desenvolvendo e promovendo a biotecnologia levantaram uma série de argumentos a respeito das vantagens de seus produtos, mas poucos deles se sustentam.Eles argumentam, por exemplo, que os cultivos transgênicos aumentam a produtividade e que trarão benefícios, particularmente para pequenos agricultores nos países em desenvolvimento. Até o momento, porém, nenhum transgênico plantado comercialmente apresentou aumento de produtividade. Desde que a soja transgênica foi liberada no Brasil, a Monsanto tem enchido seus cofres graças à cobrança de royalties, venda do agrotóxico que é aplicado na soja transgênica e venda de sementes. Com novas liberações, outras empresas do setor de agroquímicos também vão passar a lucrar da mesma maneira."A Monsanto não deveria se responsabilizar pela segurança dos alimentos produzidos pela biotecnologia. Nosso interesse é vender o máximo possível." Philip Angell, diretor de comunicação da Monsanto.

O que é o Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança?

O Protocolo de Biossegurança, assinado em janeiro de 2000, entrou em vigor em setembro de 2003 e é o único acordo internacional que trata do movimento de transgênicos entre países. A assinatura do Protocolo significa o reconhecimento de que a engenharia genética pode trazer danos ao meio ambiente e à saúde humana e necessita, portanto, ser controlada. O Protocolo estabelece, por exemplo, que o exportador forneça informações ao país importador sobre as características e a avaliação de risco do transgênico que está sendo comercializado. De acordo com o Protocolo, a avaliação destes riscos deve ser custeada e apresentada pelo exportador, se a parte importadora assim o exigir. E nenhuma comercialização é permitida até que a parte importadora tenha aprovado. O Protocolo é o único instrumento internacional legal reconhecido para regulamentar o transporte de transgênicos. Sem ele, cada país precisaria recorrer à sua própria legislação. E sem um padrão internacional, os países correriam o risco de sofrer retaliações na Organização Mundial do Comércio (OMC). O Protocolo estabelece procedimentos que estão de acordo com a OMC e, por isso, elimina qualquer possibilidade de questionamento quanto às leis de comércio internacional. O Protocolo de Biossegurança reconhece que o conhecimento científico sobre transgênicos é incompleto e permite que os países tomem medidas para prevenir danos ambientais na ausência de certeza científica sobre o dano, permitindo que as partes tomem a decisão de "evitar ou minimizar tais efeitos potenciais adversos".

O que é o arroz dourado? Ele é plantado no Brasil?

O arroz dourado é um transgênico criado com a intenção de reduzir a deficiência de vitamina A em populações que tradicionalmente alimentam-se com o arroz. Anos de pesquisa formam gastos e o resultado foi um grão de arroz com um teor de pró-vitamina A muito baixo. Para ingerir a quantidade diária necessária de vitamina A, um homem adulto teria que comer 9 quilos de arroz dourado cozido por dia.A principal causa da deficiência de vitamina A é alimentação baseada apenas em arroz e mais nada. Por isso, o Greenpeace acredita que a solução para a deficiência de vitamina A está em um hábito alimentar diversificado com a presença de frutas e hortaliças – e não em um transgênico que tente suprir essa necessidade sem resolver o problema de fundo. O arroz dourado nunca foi plantado comercialmente no mundo e não há pedidos de liberação comercial dessa variedade no Brasil. O pedido de liberação comercial de arroz transgênico que está pendente no Brasil não é para o arroz dourado. A variedade em questão é o arroz Liberty Link, da Bayer, que foi feita para resistir ao agrotóxico glufosinato, também produzido pela Bayer.

Fonte: Greenpeace

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Criando um monstro (Maria Isabel Alves)


Adorei este texto e por isso estou postando aqui:

O que pode criar um monstro? O que leva um rapaz de 22 anos a estragar a própria vida e a vida de outras duas jovens por... Nada?

Será que é índole? Talvez, a mídia? A influência da televisão? A situação social da violência? Traumas? Raiva contida? Deficiência social ou mental?

Permissividade da sociedade? O que faz alguém achar que pode comprar armas de fogo, entrar na casa de uma família, fazer reféns, assustar e desalojar vizinhos, ocupar a polícia por mais de 100 horas e atirar em duas pessoas inocentes?

O rapaz deu a resposta: "ela não quis falar comigo". A garota disse não, não quero mais falar com você. E o garoto, dizendo que ama, não aceitou um não. Seu desejo era mais importante.

Não quero ser mais um desses psicólogos de araque que infestam os programas vespertinos de televisão, que explicam tudo de maneira muito simplista e falam descontextualizadamente sobre a vida dos outros sem serem chamados. Mas ontem, enquanto não conseguia dormir pensando nesse absurdo todo, pensei que o não da menina Eloá foi o único. Faltaram muitos outros nãos nessa história toda.

Faltou um pai e uma mãe dizerem que a filha de 12 anos NÃO podia namorar um rapaz de 19. Faltou uma outra mãe dizer que NÃO iria sucumbir ao medo e ir lá tirar o filho do tal apartamento a puxões de orelha. Faltou outros pais dizerem que NÃO iriam atender ao pedido de um policial maluco de deixar a filha voltar para o cativeiro de onde, com sorte, já tinha escapado com vida. Faltou a polícia dizer NÃO ao próprio planejamento errôneo de mandar a garota de volta pra lá. Faltou o governo dizer NÃO ao sensacionalismo da imprensa em torno do caso, que permitiu que o tal seqüestrador conversasse e chorasse compulsivamente em todos os programas de TV que o procuraram.

Simples assim. NÃO. Pelo jeito, a única que disse não nessa história foi punida com uma bala na cabeça.

O mundo está carente de nãos. Vejo que cada vez mais os pais e professores morrem de medo de dizer não às crianças. Mulheres ainda têm medo de dizer não aos maridos (e alguns maridos, temem dizer não às esposas). Pessoas têm medo de dizer não aos amigos. Noras que não conseguem dizer não às sogras. Chefes que não dizem não aos subordinados. Gente que não consegue dizer não aos próprios desejos. E assim são criados alguns monstros. Talvez alguns não cheguem a seqüestrar pessoas. Mas têm pequenos surtos quando escutam um não, seja do guarda de trânsito, do chefe, do professor, da namorada, do gerente do banco.

Essas pessoas acabam crendo que abusar é normal. E que é legal.

Os pais dizem, 'não posso traumatizar meu filho'. E não é raro eu ver alguns tomando tapas de bebês com 1 ou 2 anos. Outros gastam o que não têm em brinquedos todos os dias e festas de aniversário faraônicas para suas crias. Sem falar nos adolescentes. Hoje em dia, é difícil ouvir alguém dizer:

Não, você não pode bater no seu amiguinho.

Não, você não vai assistir a uma novela feita para adultos.

Não, você não vai fumar maconha enquanto for contra a lei.

Não, você não vai passar a madrugada na rua.

Não, você não vai dirigir sem carteira de habilitação.

Não, você não vai beber uma cervejinha enquanto não fizer 18 anos.

Não, essas pessoas não são companhias pra você.

Não, hoje você não vai ganhar brinquedo ou comer salgadinho e chocolate.

Não, aqui não é lugar para você ficar.

Não, você não vai faltar na escola sem estar doente.Não, essa conversa não é pra você se meter.

Não, com isto você não vai brincar.

Não, hoje você está de castigo e não vai brincar no parque.

Crianças e adolescentes que crescem sem ouvir bons, justos e firmes NÃOS crescem sem saber que o mundo não é só deles. E aí, no primeiro não que a vida dá (e a vida dá muitos) surtam.

Usam drogas. Compram armas. Transam sem camisinha. Batem em professores. Furam o pneu do carro do chefe. Chutam mendigos e prostitutas na rua. E daí por diante.

Não estou defendendo a volta da educação rígida e sem diálogo, pelo contrário. Acredito piamente que crianças e adolescentes tratados com um amor real, sem culpa, tranqüilo e livre, conseguem perfeitamente entender uma sanção do pai ou da mãe, um tapa, um castigo, um não. Intuem que o amor dos adultos pelas crianças não é só prazer - é também responsabilidade. E quem ouve uns nãos de vez em quando também aprende a dizê-los quando é preciso.

Acaba aprendendo que é importante dizer não a algumas pessoas que tentam abusar de nós de diversas maneiras, com respeito e firmeza, mesmo que sejam pessoas que nos amem. O não protege, ensina e prepara.

Por mais que seja difícil, eu tento dizer não aos seres humanos que cruzam o meu caminho quando acredito que é hora - e tento respeitar também os nãos que recebo. Nem sempre consigo, mas tento. Acredito que é aí que está a verdadeira prova de amor. E é também aí que está a solução para a violência cada vez mais desmedida e absurda dos nossos dias.

domingo, 9 de novembro de 2008

NÚMEROS.....

CLIC NA IMAGEM


Cascas & Polpas

Tanto uma quanto outra concorrem em variedade de nutrientes. Será que dessa competição sai uma vencedora? Confira aqui

1. Limão

CASCA
Contém seis vezes mais fibras. Uma boa pedida é incrementar receitas com ela ralada.
POLPA
Fornece o dobro de vitamina C. Se você gosta do suco, beba imediatamente.




2. Banana

CASCA
Oferece 20 vezes mais carotenóides, de ação antioxidante. Aproveite-a em receitas de bananada.

POLPA
Em relação à casca, tem o dobro de fósforo, fundamental para nossa estrutura óssea.





3. Maçã

CASCA
Ela tem três vezes o teor da vitamina C em relação à polpa.

POLPA
Tem mais do que o dobro de carboidratos, o nutriente da energia.





4. Abacaxi

CASCA
Apresenta um pouco mais de vitamina C. Leve ao fogo para fazer suco — mesmo a alta temperatura não anula todos os seus efeitos.

POLPA
Concentra um montão de carotenóides — 70 vezes mais!






5. Maracujá

CASCA
Fornece dez vezes mais fibras do que sua polpa. Por isso, consumir a farinha feita da casca pode ser uma boa.

POLPA
Tem cinco vezes mais gorduras do que a casca, mas de nocivas elas não têm nada.




6. Mamão
CASCA
Contém três vezes mais proteínas. Então, em vez de jogá-la fora, aproveite para fazer doce.

POLPA
Cheia de carboidratos, fornece duas vezes mais do que a casca.





7. Laranja

CASCA
Rica pra valer em fibras, tem seis vezes mais dessa substância. Então, não desperdice. Use-a como ingrediente de compotas.
POLPA
É campeã em vitamina C, já que oferece o dobro na comparação com a casca.




FONTE: GIUSEPPINA LIMA, DEPARTAMENTO DE QUÍMICA DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA, CAMPUS DE BOTUCATU, SP

sábado, 1 de novembro de 2008