sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

O que é comida kasher?



O termo kasher, ou kosher, designa os alimentos que foram preparados de acordo com as leis judaicas de alimentação (kashrut), de origem bíblica. Tais leis são seguidas por motivos puramente espirituais.
Entre as carnes de animais terrestres, poderão ser kasher apenas as de ruminantes com casco totalmente fendido. As mais comumente consumidas são as de boi e carneiro. O porco, embora tenha o casco fendido, não é ruminante, portanto, não é kasher. Da mesma forma, a grande maioria dos animais terrestres - que não apresenta ambas as características - não é permitida. Entre as aves, podem ser kasher as do tipo doméstico, como galinha, peru, ganso e pato, mas nunca as selvagens e de rapina.
Tanto os mamíferos quanto as aves mencionados, apenas serão efetivamente kasher se forem abatidos conforme os preceitos da religião, ou seja, sem que o abate cause sofrimento. Os animais ainda devem ser verificados quanto a doenças e imperfeições internas. As carnes também passam por um processo no qual são salgadas e ficam de “molho” até que todo o seu sangue seja removido. A proibição de comer sangue estende-se também aos ovos, que devem ser cuidadosamente verificados antes do consumo, para verificar a ausência de manchas de sangue na clara ou gema.
Os peixes kasher são os de barbatanas e escamas, tais como sardinha, salmão, robalo, atum, bacalhau, pescada, linguado, namorado, corvina, dourado, entre outros. Os peixes de couro, como cação e pintado, não são kasher, assim como frutos do mar (camarão, lagosta, ostra, mexilhão, caranguejo, lula, etc) e répteis.
No caso das ovas, poderão ser consumidas quando provenientes de peixes kasher. Normalmente, são permitidas as ovas vermelhas e proibidas as pretas, uma vez que não há ovas vermelhas provenientes de peixes não kasher.
O leite próprio para o consumo segundo a kashrut passa pela supervisão de um rabino, que vai desde a verificação da ordenha até o engarrafamento ou embalagem completa do alimento. Isto garante a procedência do animal e também que, durante o processo, o leite não seja misturado ao de animais não kasher.
Vegetais, legumes, grãos e frutas são considerados parve, ou seja, podem ser consumidos em qualquer preparação, desde que passem por um rigoroso processo de higienização, no qual se garanta a ausência de insetos.
Enlatados e demais alimentos industrializados só poderão ser consumidos se a embalagem indicar que o produto é kasher. Nestes casos, aditivos como óleos e temperos também devem ser verificados.
Para certificar estes produtos, um selo específico é colocado na embalagem, indicando que aquele alimento passou por uma confiável supervisão e pode ser consumido com segurança pelos seguidores da kashrut.
Outro detalhe importante é a combinação dos alimentos. Mesmo nos casos de alimentos kasher, é preciso ter atenção na hora de servi-los durante uma refeição. Carnes, seja de mamíferos ou aves, não podem ser consumidas com ovos ou leite e seus derivados.
Também não se pode utilizar nenhum utensílio em leites, iogurtes ou queijos, por exemplo, que tenha sido anteriormente usado para manipular carnes, e vice-versa.


Bibliografia (s)

Topel MF. As leis dietéticas judaicas: um prato cheio para a antropologia. Horiz. Antropol. 2003;9(19):203-22. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ha/v9n19/v9n19a08.pdf. Acessado em: 02/02/2009.Cretella RV. Alimentos kosher – revisão bibliográfica. Revista Científica Eletrônica de Medicina Veterinária. 2007;5(7). Disponível em: http://www.revista.inf.br/veterinaria09/revisao/edic-v-n9-RL02.pdf. Acessado em 02/02/2009.Dayan E. Peixe casher. In: Casher na prática – coletânea de leis e costumes ligados à dieta alimentar judaica. 1ed. São Paulo; Editora Sêfer. 2006. p 27-29.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Ingestão de cacau melhora função cardíaca


Estudo comprovou que o consumo concentrado de cacau na forma sólida ou líquida possui efeitos benéficos para a função cardíaca de indivíduos saudáveis com sobrepeso. “Podemos dizer que os polifenóis do cacau, principalmente os flavonóides, são os responsáveis pela melhora da função endotelial, enquanto o açúcar atenua estes efeitos”, explicam os autores.
Trata-se de um estudo randomizado controlado publicado no American Journal of Clinical Nutrition, no qual participaram 44 adultos não fumantes, com idade média de 53 anos e índice de massa corporal entre 25 e 35 kg/m2. As medidas de circunferência de cintura eram >88 cm nas mulheres e >102 cm nos homens.
O experimento foi composto de duas partes. Na fase I, os participantes foram divididos ao acaso em dois grupos. Um grupo (estudo) recebeu uma barra de 74g de chocolate amargo contendo 22g de cacau e o outro grupo (placebo) recebeu uma barra de mesmo peso, porém contendo 0g de cacau. Na fase II, os mesmos participantes foram divididos em três grupos e cada um consumiu duas xícaras de chocolate quente. O primeiro grupo recebeu a bebida sem açúcar contendo 22g de cacau; o segundo, ingeriu a bebida com açúcar e a mesma quantidade de cacau e o terceiro (grupo placebo), uma bebida de aspecto similar, que não continha cacau. Houve um período de sete dias entre o término de uma fase e início da outra. A função endotelial dos participantes foi medida após 8h de jejum de um dia para o outro e 2h após cada tratamento, assim como a pressão sanguínea.
O consumo de uma dose de chocolate sólido foi suficiente para aumentar a vasodilatação e diminuir a pressão sanguínea. O mesmo foi observado em relação ao chocolate líquido, porém a bebida sem açúcar trouxe os melhores resultados e o chocolate quente açucarado não causou mudanças na pressão sanguínea. “Como a concentração de cacau era a mesma nas duas bebidas (22g de cacau contendo 3.282mg de polifenóis), os melhores efeitos do chocolate quente podem ser atribuídos à ausência do açúcar”, explicam os autores. E ainda, “a melhora da função endotelial observada após o consumo do cacau está relacionada com uma elevação da concentração de epicatecina no plasma, que aumenta a vasodilatação. Além disso, a procianidina (que está presente no cacau) aumenta a concentração de óxido nítrico no plasma, promovendo o relaxamento dos vasos”.
“Futuros experimentos são necessários para a determinação da influência a longo prazo do cacau na função cardiovascular, da dosagem da quantidade ideal a fim de se obterem os efeitos desejados e da variação destes resultados dentre diferentes populações”, sugerem.


Referência(s)Fardini Z, Njike VY, Dutta S, Ali A, Katz DL. Acute dark chocolate and cocoa ingestion and endothelial function: a randomized controlled crossover trial. Am J Clin Nutr. 2008;88(1):58-63.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Quais os cuidados básicos na preparação dos alimentos em casa?


Um conceito básico, mas fundamental no cuidado com a preparação dos alimentos, é manter a higiene e a limpeza dos mesmos, do manipulador de alimentos e do ambiente no qual serão feitas as preparações.
Primeiramente, antes de manipular os alimentos, e durante a preparação, deve-se lavar as mãos. Os equipamentos, superfícies e utensílios a serem utilizados também devem ser corretamente higienizados.
Alimentos crus, principalmente carnes e peixes, devem ficar separados dos cozidos, assim como os utensílios utilizados para o manuseio. Isto é um ponto importante para evitar a contaminação cruzada. Durante o cozimento, os alimentos devem atingir uma temperatura de no mínimo 70ºC para garantir a ausência de microorganismos perigosos à saúde. Para peças grandes de carne ou aves inteiras, atentar para que seu centro também atinja a temperatura adequada. Sopas e caldos devem ferver pelo tempo mínimo de um minuto antes de ser consumidos e ao reaquecer os alimentos é necessário assegurar-se de que todas as partes recebam calor por igual.
Depois de prontos, os alimentos não devem permanecer em temperatura ambiente por mais do que duas horas. O armazenamento na geladeira pode durar até cinco dias, ou menos dependendo das características do alimento, sob temperatura ideal de 4ºC. É importante que os alimentos sigam a seguinte disposição na geladeira, visando à não-contaminação de uma preparação para outra: na prateleira inferior ficam os alimentos crus; na superior, os alimentos cozidos e prontos para o consumo e nas prateleiras intermediárias, armazenar os alimentos semi-prontos.
Quanto à etapa de descongelamento: os alimentos não devem descongelar à temperatura ambiente. Existem três maneiras para este processo: sob refrigeração; em água abaixo dos 21ºC por até quatro horas ou no forno de microondas, quando o alimento for submetido à cocção imediatamente após o descongelamento.
Vale lembrar que a água utilizada nas preparações deve ser filtrada ou fervida. Os vegetais, legumes e frutas que são consumidos com a casca devem ser higienizados com água sanitária própria para este fim, obedecendo a diluição de 10 ml ou 1 colher de sopa rasa para 1 litro de água, ou com hipoclorito de sódio, seguindo as instruções do fabricante.

Bibliografia (s)

Brasil. Secretaria Municipal da Saúde. Portaria CVS-6/99, de 10.03.99. Disponível em: http://www.bioqualitas.com.br/arquivos/legislacao/CVS6-99.pdf. Acessado em: 07/01/2009.Brasil. Secretaria Municipal da Saúde. Portaria 1.210/06/SMS.G de 03/08/2006. Disponível em: http://portal.prefeitura.sp.gov.br/secretarias/saude/vigilancia_saude/alimentos/0018. Acessado em: 07/01/2009.Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Dicas de alimentação. Disponível em: http://www.anvisa.gov.br/hotsite/alimentos_festas/temperaturas_seguras.htm. Acessado em: 07/01/2009.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

VERDURAS/ LEGUMES/ HORTALIÇAS



“Verduras e legumes são plantas ou partes de plantas que servem para o consumo humano, como folhas, flores, frutos, caules, sementes, tubérculos e raízes. Hortaliça é a denominação genérica para legumes e verduras”.(Philippi,2006)

Valor nutritivo

É de grande importância a inclusão de verduras e legumes variados na dieta, pois favorecem o fornecimento de quantidades apreciáveis de vitaminas, minerais além de aumentarem o resíduo alimentar no trato digestivo, através das fibras solúveis e insolúveis.
Podemos citar por exemplo, as verduras verdes e amarelo-alaranjadas são grandes fontes de pró-vitamina A ( caroteno).
Outras vitaminas encontradas seriam a C e as vitaminas do complexo B .Nos minerais, destacamos o ferro, o cálcio, o potássio e o magnésio. Além disso, as hortaliças, por seu colorido e variedade de sabor, favorecem a melhor aceitação do cardápio.

Classificação pela parte comestível

As verduras e os legumes podem ser classificados em folhas( alface, couve, espinafre, agrião); sementes(ervilha, milho verde, vagem); raízes e tubérculos( beterraba, mandioca,
batata, cenoura..)Bulbos( alho-poró, cebola, alho); flores(alcachofra, brócolis, couve-flor)
frutos(tomate, abobrinha,pepino,pimentão, chuchu);caules(acelga, aipo,aspargos)

Classificação pelo conteúdo de glicídios

Ou seja porcentagem de Carboidratos que são as nossa fonte de energia.

GRUPO A- Contendo cerca de 5% de glicídios

Abobrinha,acelga,agrião,aipo,alcachofra,alface,alfafa,almeirão,aspargo,azedinha,beldroega,berinjela,bertalha,bredo,brócolis,broto de bambu,carapicus,caruru,cebolinha,coentro,couve,couve-flor,dente de leão,espinafre,funcho,jambu,jiló,maxixe,nabiça,ora-pro-nobis,palmito,pepino,pepino,pimentão,rabanete,repolho,serralha,salsa,taioba,tomate,trapoeraba........
GRUPO B- Contendo cerca de 10% de glicídios

Abóbora,bardana,beterraba,calabura,cenoura,chuchu,ervilha verde,fava,jurubeba,nabo,quiabo,rábano,repolho-de-bruxelas,tupinambo,vagem.

GRUPO C- Contendo cerca de 20% de glicídios

Aipim ,araruta, batata-baroa,batata doce,cará,mandioca,milho verde,pinhão,semente de gergelim,colza,girassol e caroço de algodão.

A classificação das verduras e legumes em A , B e C permite maior flexibilidade dos cardápio, podendo-se substituir as mesma dentro do mesmo grupo sem alterar o valor calórico
da dieta. Devemos observar que esta substituição não serve para o valor mineral ou vitamínico dos vegetais.

Fonte: Material de Técnica Dietética II ( Unisinos)

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Quais alimentos devem ser evitados na gestação para minimizar a azia?


Durante a gestação, a mulher sofre diversos ajustes fisiológicos. Estas modificações podem causar sintomas desagradáveis e um deles é o surgimento da azia, comum em cerca de metade das grávidas a partir do segundo trimestre da gestação. Muitas vezes, o tratamento dietético por si só é suficiente, não sendo necessária intervenção medicamentosa para o alívio deste sintoma indesejado.
Azia, ou pirose, segundo o DeCS (Descritores em Ciência da Saúde), é definida por uma dor subesternal ou sensação de ardência, normalmente associada com regurgitação de suco gástrico no esôfago ou, ainda, uma "sensação de queimação da região retroesternal, estendendo-se até a base do pescoço ou para a garganta". Quando os episódios de azia são muito freqüentes, isto pode ser indicação da presença de refluxo gastroesofágico.
Ocorre que, durante a gestação, os níveis de progesterona estão elevados, causando um relaxamento da musculatura lisa. Assim, há um retardo no tempo de esvaziamento gástrico e, associado ao relaxamento do esfíncter, o conteúdo do estômago reflui para o esôfago. Estes sintomas potencializam-se ainda mais no último trimestre de gestação, quando o útero está bem maior e começa a comprimir o estômago, dificultando ainda mais o esvaziamento do mesmo.
A melhor maneira de driblar a azia durante a gravidez é evitar consumir certos alimentos e bebidas ditos como estimulantes da secreção ácido-gástrica, que retardam o esvaziamento gástrico. Sendo assim, o tratamento dietético consiste em retirar da dieta condimentos, molhos picantes, enlatados, alimentos gordurosos, doces, cremes, chocolates, frutas ou sucos cítricos, bebidas gaseificadas, café, chá e álcool. O fumo, estresse e ansiedade também entram como agravantes dessa manifestação clínica.
Outras recomendações como fracionar a alimentação, diminuir o volume de cada refeição, mastigar corretamente os alimentos, não deitar após as refeições e/ou elevar a cabeceira da cama também ajudam a diminuir o sintoma.

Fonte:
Manual Merck: Alterações físicas durante a gravidez.

Souza AI, Filho MB, Ferreira LOC. Alterações hematológicas e gravidez. Rev Bras Hematol Hemoter. 2002;24(1):29-36. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbhh/v24n1/a06v24n1.pdf. Acessado em 02/12/2008.

Centro Pré-Natal de Diagnóstico e Tratamento – Orientações e Informações.

Barros SGS. Doença do refluxo gastroesofágico: prevalência, fatores de risco e desafios. Arq. Gastroenterol. 2005

Moraes-Filho JP et al. Prevalence of heartburn and gastroesophageal reflux disease in the urban Brazilian population. Arq. Gastroenterol.

Greco A. Refluxo gastroesofágico: o que fazer por este paciente? CEFAC – Centro de Especialização em Fonoaudiologia Clínica. São Paulo, 1999. 02/12/2008.

Brasil. Biblioteca Virtual em Saúde – 02/12/2008.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Diabetes: manuais dos pacientes


A Sociedade Brasileira de Diabetes lança sete pequenos manuais com linguagem de fácil entendimento, direcionada a pacientes com diabetes tipo 1 ou 2. Cada capítulo trata de um assunto diferente e importante para o diabético saber como seguir seu plano alimentar no dia-a-dia e o que fazer quando sair da rotina.














Chá de camomila pode ajudar a prevenir complicações do diabetes


O consumo diário de chá de camomila junto com as refeições pode ajudar a prevenir complicações decorrentes do Diabetes tipo II (que inclui perda de visão, danos no sistema nervoso e problemas renais), segundo estudo publicado recentemente por pesquisadores do Japão e Reino Unido.
Neste estudo, Atsushi Kato e colaboradores pontuaram que o chá de camomila tem sido utilizado há muitos anos como erva medicinal para ajudar no tratamento de uma variedade de sintomas e doenças, incluindo estresse, resfriados e cólicas menstruais. Havia a hipótese de que o chá de camomila também pudesse ser benéfico para pessoas com diabetes, mas esta teoria não tinha sido estudada até o presente momento, fato este que motivou a realização deste estudo experimental.
Durante 21 dias, ratos diabéticos foram alimentados com dieta padrão para animais e extrato de camomila. Seus resultados foram comparados a dois grupos controle (ratos normais ou diabéticos sem adição de extrato de camomila). Os parâmetros avaliados foram: níveis de glicose plasmática e glicogênio hepático, inibição da atividade de amilase pancreática e glucosidade intestinal, inibição da atividade enzimática de degradação de glicogênio, inibição do acúmulo de sorbitol nos eritrócitos e inibição da atividade de aldose redutase-2 e sorbitol dehidrogenase.
Os animais diabéticos com consumo de extrato de camomila demonstraram uma redução significativa nos níveis sanguíneos de glicose, quando comparados aos ratos diabéticos ingerindo somente dieta padrão. O extrato de camomila também inibiu a atividade da enzima aldose redutase-2. Esta enzima, muito estudada, contribui para o desenvolvimento de complicações diabéticas, como a neuropatia, catarata, retinopatia e nefropatia.
Assim, os autores concluem que “estes resultados sugerem claramente que o consumo diário de chá de camomila juntamente com as refeições pode contribuir para prevenção e regressão de hiperglicemia e complicações no diabetes tipo 2”.
Acrescentam ainda que “estes achados podem também levar ao desenvolvimento de novas drogas com princípio ativo da camomila para as pessoas com diabetes”.

Fonte: Kato A, Minoshima Y, Yamamoto J, Adachi I, Watson AA, Nash RJ. Protective Effects of Dietary Chamomile Tea on Diabetic Complications. J. Agric. Food Chem. 2008;56:8206–11.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Estudo norte-americano afirma que TV e internet em excesso podem levar à obesidade, entre outros problemas de saúde.


O lazer moderno da criançada, que fica durante horas assistindo à TV, jogando videogames e navegando pela internet, acarreta mais problemas à saúde do que se possa imaginar. Segundo a análise de 173 estudos, realizada por especialistas norte-americanos, esse comportamento faz com que os jovens fiquem mais sujeitos à obesidade e ao tabagismo, entre outros problemas.
Os estudos - feitos por integrantes do National Institutes of Health, da Yale University e do California Pacific Medical Center, dos EUA - foram conduzidos desde 1980 e avaliaram a maneira pela qual a exposição à mídia pode afetar a saúde de crianças e adolescentes.
Apesar de se concentrarem mais em televisão, os estudos, a maioria deles realizados nos EUA, também consideraram videogames, filmes, música, uso de internet e computadores. Três quartos das avaliações apontaram que o consumo mais alto de mídia está associado a conseqüências negativas à saúde.
Segundo os pesquisadores, além da propensão à obesidade e ao fumo, essas conseqüências podem englobar o início de atividades sexuais mais cedo, o uso de álcool e drogas e, ainda, baixo desempenho escolar. Em contrapartida, os indícios quanto a um vínculo a problemas de deficiência de atenção e hiperatividade não foram tão firmes.
De acordo com o médico Ezekiel Emanuel - um dos pesquisadores responsáveis pelo relatório divulgado pela Common Sense Media, organização sem fins lucrativos - reduzir as horas de exposição à mídia eletrônica será uma questão importante neste século.
Fonte: Abeso

domingo, 4 de janeiro de 2009

Manga com leite faz mal?

Um copo de leite batido com uma manga pequena é muito nutritivo. Esta bebida é rica em cálcio (295mg), ou seja, quase 30% das necessidades diárias de um adulto, e excelente para uma gestante, visto que ela precisa de mais cálcio durante este período. Mas, de onde veio a lenda de que manga com leite faz mal a saúde?
Há muito tempo, os senhores de engenho utilizavam a força escrava para comercializar manga e leite, e preocupados de que os negros consumissem ambos produtos, reduzindo assim seus lucros, divulgaram a informação de que manga com leite fazia mal a saúde. Sabe-se hoje, que isto não passava mais do que uma lenda da nutrição, sendo que esta mistura é saborosa e muito nutritiva. Aproveite esta dica para experimentar esta deliciosa mistura!

sábado, 3 de janeiro de 2009

Criança, a alma do negócio

Convido vocês a assistirem ao trailler do documentário Criança, a alma do negócio, de Estela Renner e Marcos Nisti, que foi lançado durante o 2º Fórum Internacional Criança e Consumo, no dia 23 de setembro do ano passado, no Instituto Itaú Cultural, em São Paulo. O filme retrata a realidade de crianças e adolescentes brasileiros diante do excessivo estímulo ao consumo desenfreado.




VÍDEOS

PARE E PENSE:



CUIDADO COM O MEL



SITE ALANA: http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/Biblioteca.aspx?v=9