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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

CIA TEATROFÍDICO AO QUADRADO NO 11º PORTO VERÃO ALEGRE‏

APARECEU A MARGARIDA
DE
ROBERTO ATHAYDE

“Dona Margarida quer ajudar vocês a não terem nada de bom e inteligente pra dizer a própria vida.
Ela quer torná-los totalmente inexpressivos...”

COM
RENATO DEL CAMPÃO
E
MAIQUEL KLEIN
DIREÇÃO
EDUARDO KRAEMER

DE 12/01 A 11/02 TERÇAS,QUARTAS E QUINTAS AS 20HS
SALA 302 DA USINA DO GASÔMETRO
ESTACIONAMENTO E AR-CONDICIONADO

“O Rio Grande do Sul deve se orgulhar por ter nos seus palcos a ousadia e a
incrível capacidade técnica do ator Renato Del Campão.
Sua leitura do texto desdobra em diversas camadas o entendimento da alma humana,
apropriando-se da essência expressa pelo autor.
A atuação escancara as feridas vivenciadas no texto com impressionante entrega,
ao mesmo tempo mostrando que Dona Margarida é uma pétala.”
(Caco Coelho - Jornal Correio do Povo, 2 de agosto de 2008)

A SERPENTE
DE
NELSON RODRIGUES



“O Homem deseja sem amor e a mulher deseja sem amar.”

COM
RENATO DEL CAMPÃO
REJANE MENEGHETTI
ÀGATA BAÚ
E
MAIQUEL KLEIN
DIREÇÃO
EDUARDO KRAEMER

DE 15/01 A 07/02 SEXTAS, SÁBADOS E DOMINGOS AS 20HS
SALA 302 DA USINA DO GASÔMETRO
ESTACIONAMENTO E AR-CONDICIONADO


"O espetáculo surpreende pela inventividade. Tem ritmo, é às vezes gritado como se indica, mas não todo o tempo.
É do contraponto, justamente, que nasce a contextualização e o interesse pela montagem. Kraemer sabe distinguir momentos,
dando ritmo ao trabalho e criando, assim, um movimento constante que traduz a própria inconstância das personagens (constância em movimento e em evolução, diga-se de passagem),
prendendo deste modo a atenção do público que se encontra bem próximo à cena, já que nos encontramos numa sala em formato de arena, que é a sala 302 da Usina do Gasômetro.
Sente-se a direção a todo o momento, indicando os movimentos, marcando as pausas, indicando os altos e baixos, enfim, trabalhando com uma linha de variações que
indica justamente estas idas e vindas, estes sentimentos implícitos, mas também os explícitos que marca toda a dramaturgia rodrigueana.


Kraemer vem construindo um trabalho cuidadoso, montagem após montagem, evidenciando um cuidado com a psicologia das personagens e a
correta percepção de que os textos que escolhe (ou justamente os escolhe por causa disso) de modo geral trabalham com personagens à procura
de suas próprias identidades. Em síntese, um bom trabalho que, felizmente, tem tido boa resposta do público,
que tem comparecido em número significativo naquele espaço dedicado ao teatro."
(ANTÔNIO HOHLFELDT, 04/12/2009, JORNAL DO COMÉRCIO)
REALIZAÇÃO





OS ESPETÁCULOS FAZEM PARTE DA PROGRAMAÇÃO DO 11ºPORTO VERÃO ALEGRE
INGRESSOS
AntecipadosR$ 15,00



R$ 12,00 (para titular do Clube do Assinante e um acompanhante)



R$ 10,00 (idosos)



Nos teatros, os bilhetes custam, respectivamente, R$ 20,00, R$ 16,00e R$ 10,00.



Para estudantes, os ingressos são vendidos somente na bilheteria dos teatros



a R$ 10,00 (terça, quarta e quinta) e R$ 16,00(sexta, sábado e domingo).



Pontos de Venda



Loja 114 da Praça de Alimentação do Prédio C do DC Shopping;



Shopping Praia de Belas,



lojas Multisom dos shoppings Moinhos e BarraShoppingn Sul e da Andradas;



Lojas Pé de Meia dos shoppings Iguatemi e Total.



EDUARDO KRAEMER
CIA TEATROFÍDICO

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

O que é comida kasher?



O termo kasher, ou kosher, designa os alimentos que foram preparados de acordo com as leis judaicas de alimentação (kashrut), de origem bíblica. Tais leis são seguidas por motivos puramente espirituais.
Entre as carnes de animais terrestres, poderão ser kasher apenas as de ruminantes com casco totalmente fendido. As mais comumente consumidas são as de boi e carneiro. O porco, embora tenha o casco fendido, não é ruminante, portanto, não é kasher. Da mesma forma, a grande maioria dos animais terrestres - que não apresenta ambas as características - não é permitida. Entre as aves, podem ser kasher as do tipo doméstico, como galinha, peru, ganso e pato, mas nunca as selvagens e de rapina.
Tanto os mamíferos quanto as aves mencionados, apenas serão efetivamente kasher se forem abatidos conforme os preceitos da religião, ou seja, sem que o abate cause sofrimento. Os animais ainda devem ser verificados quanto a doenças e imperfeições internas. As carnes também passam por um processo no qual são salgadas e ficam de “molho” até que todo o seu sangue seja removido. A proibição de comer sangue estende-se também aos ovos, que devem ser cuidadosamente verificados antes do consumo, para verificar a ausência de manchas de sangue na clara ou gema.
Os peixes kasher são os de barbatanas e escamas, tais como sardinha, salmão, robalo, atum, bacalhau, pescada, linguado, namorado, corvina, dourado, entre outros. Os peixes de couro, como cação e pintado, não são kasher, assim como frutos do mar (camarão, lagosta, ostra, mexilhão, caranguejo, lula, etc) e répteis.
No caso das ovas, poderão ser consumidas quando provenientes de peixes kasher. Normalmente, são permitidas as ovas vermelhas e proibidas as pretas, uma vez que não há ovas vermelhas provenientes de peixes não kasher.
O leite próprio para o consumo segundo a kashrut passa pela supervisão de um rabino, que vai desde a verificação da ordenha até o engarrafamento ou embalagem completa do alimento. Isto garante a procedência do animal e também que, durante o processo, o leite não seja misturado ao de animais não kasher.
Vegetais, legumes, grãos e frutas são considerados parve, ou seja, podem ser consumidos em qualquer preparação, desde que passem por um rigoroso processo de higienização, no qual se garanta a ausência de insetos.
Enlatados e demais alimentos industrializados só poderão ser consumidos se a embalagem indicar que o produto é kasher. Nestes casos, aditivos como óleos e temperos também devem ser verificados.
Para certificar estes produtos, um selo específico é colocado na embalagem, indicando que aquele alimento passou por uma confiável supervisão e pode ser consumido com segurança pelos seguidores da kashrut.
Outro detalhe importante é a combinação dos alimentos. Mesmo nos casos de alimentos kasher, é preciso ter atenção na hora de servi-los durante uma refeição. Carnes, seja de mamíferos ou aves, não podem ser consumidas com ovos ou leite e seus derivados.
Também não se pode utilizar nenhum utensílio em leites, iogurtes ou queijos, por exemplo, que tenha sido anteriormente usado para manipular carnes, e vice-versa.


Bibliografia (s)

Topel MF. As leis dietéticas judaicas: um prato cheio para a antropologia. Horiz. Antropol. 2003;9(19):203-22. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ha/v9n19/v9n19a08.pdf. Acessado em: 02/02/2009.Cretella RV. Alimentos kosher – revisão bibliográfica. Revista Científica Eletrônica de Medicina Veterinária. 2007;5(7). Disponível em: http://www.revista.inf.br/veterinaria09/revisao/edic-v-n9-RL02.pdf. Acessado em 02/02/2009.Dayan E. Peixe casher. In: Casher na prática – coletânea de leis e costumes ligados à dieta alimentar judaica. 1ed. São Paulo; Editora Sêfer. 2006. p 27-29.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Revolução da Alma


A revolução da Alma para saudar 2009!!!!!!!!!


Ninguém é dono da sua felicidade, por isso não entregues a tua alegria, a tua paz, a tua vida, nas mãos de ninguém, absolutamente de ninguém. Somos livres, não pertencemos a ninguém e não podemos querer ser donos dos desejos, da vontade ou dos sonhos de quem quer que seja.A razão da tua vida és tu mesmo. A tua paz interior é a tua meta de vida. Quando sentires um vazio na alma, quando acreditares que ainda está faltando algo, mesmo tendo tudo, remete o teu pensamento para os teus desejos mais íntimos e busca a divindade que existe em ti. Pára de colocar a tua felicidade, cada dia, mais distante de ti.A razão da tua vida és tu mesmo. A tua paz interior é a tua meta de vida. Quando sentires um vazio na alma, quando acreditares que ainda está faltando algo, mesmo tendo tudo, remete o teu pensamento para os teus desejos mais íntimos e busca a divindade que existe em ti. Pára de colocar a tua felicidade, cada dia, mais distante de ti.Não coloques objectivos longe demais de tuas mãos, abraça os que estão ao teu alcance, hoje. Se andas desesperado por problemas financeiros, amorosos ou de relacionamentos familiares...busca no teu interior a resposta para te acalmares, tu és o reflexo do que pensas diariamente. Pára de pensar mal de ti mesmo e sê teu melhor amigo, sempre.Busca no teu interior a resposta para te acalmares, tu és o reflexo do que pensas diariamente. Pára de pensar mal de ti mesmo e sê teu melhor amigo, sempre.Sorrir significa aprovar, aceitar, felicitar. Então, abre um sorriso para aprovar o mundo que te quer oferecer o melhor.Com um sorriso no rosto, as pessoas terão as melhores impressões de ti e tu estarás afirmando para ti mesmo, que estás “pronto“ para seres feliz.Trabalha, trabalha muito a teu favor.Pára de esperar a felicidade sem esforços.Pára de exigir das pessoas, aquilo que nem tu conquistaste, ainda.Critica menos, trabalha mais.E não te esqueças, nunca, de agradecer.Agradece tudo que está na tua vida neste momento, inclusive a dor. A nossa compreensão do universo, ainda é muito pequena para julgar o que quer que seja na nossa vida.”“A grandeza não consiste em receberes honras, mas, sim, em merecê-las."

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Criando um monstro (Maria Isabel Alves)


Adorei este texto e por isso estou postando aqui:

O que pode criar um monstro? O que leva um rapaz de 22 anos a estragar a própria vida e a vida de outras duas jovens por... Nada?

Será que é índole? Talvez, a mídia? A influência da televisão? A situação social da violência? Traumas? Raiva contida? Deficiência social ou mental?

Permissividade da sociedade? O que faz alguém achar que pode comprar armas de fogo, entrar na casa de uma família, fazer reféns, assustar e desalojar vizinhos, ocupar a polícia por mais de 100 horas e atirar em duas pessoas inocentes?

O rapaz deu a resposta: "ela não quis falar comigo". A garota disse não, não quero mais falar com você. E o garoto, dizendo que ama, não aceitou um não. Seu desejo era mais importante.

Não quero ser mais um desses psicólogos de araque que infestam os programas vespertinos de televisão, que explicam tudo de maneira muito simplista e falam descontextualizadamente sobre a vida dos outros sem serem chamados. Mas ontem, enquanto não conseguia dormir pensando nesse absurdo todo, pensei que o não da menina Eloá foi o único. Faltaram muitos outros nãos nessa história toda.

Faltou um pai e uma mãe dizerem que a filha de 12 anos NÃO podia namorar um rapaz de 19. Faltou uma outra mãe dizer que NÃO iria sucumbir ao medo e ir lá tirar o filho do tal apartamento a puxões de orelha. Faltou outros pais dizerem que NÃO iriam atender ao pedido de um policial maluco de deixar a filha voltar para o cativeiro de onde, com sorte, já tinha escapado com vida. Faltou a polícia dizer NÃO ao próprio planejamento errôneo de mandar a garota de volta pra lá. Faltou o governo dizer NÃO ao sensacionalismo da imprensa em torno do caso, que permitiu que o tal seqüestrador conversasse e chorasse compulsivamente em todos os programas de TV que o procuraram.

Simples assim. NÃO. Pelo jeito, a única que disse não nessa história foi punida com uma bala na cabeça.

O mundo está carente de nãos. Vejo que cada vez mais os pais e professores morrem de medo de dizer não às crianças. Mulheres ainda têm medo de dizer não aos maridos (e alguns maridos, temem dizer não às esposas). Pessoas têm medo de dizer não aos amigos. Noras que não conseguem dizer não às sogras. Chefes que não dizem não aos subordinados. Gente que não consegue dizer não aos próprios desejos. E assim são criados alguns monstros. Talvez alguns não cheguem a seqüestrar pessoas. Mas têm pequenos surtos quando escutam um não, seja do guarda de trânsito, do chefe, do professor, da namorada, do gerente do banco.

Essas pessoas acabam crendo que abusar é normal. E que é legal.

Os pais dizem, 'não posso traumatizar meu filho'. E não é raro eu ver alguns tomando tapas de bebês com 1 ou 2 anos. Outros gastam o que não têm em brinquedos todos os dias e festas de aniversário faraônicas para suas crias. Sem falar nos adolescentes. Hoje em dia, é difícil ouvir alguém dizer:

Não, você não pode bater no seu amiguinho.

Não, você não vai assistir a uma novela feita para adultos.

Não, você não vai fumar maconha enquanto for contra a lei.

Não, você não vai passar a madrugada na rua.

Não, você não vai dirigir sem carteira de habilitação.

Não, você não vai beber uma cervejinha enquanto não fizer 18 anos.

Não, essas pessoas não são companhias pra você.

Não, hoje você não vai ganhar brinquedo ou comer salgadinho e chocolate.

Não, aqui não é lugar para você ficar.

Não, você não vai faltar na escola sem estar doente.Não, essa conversa não é pra você se meter.

Não, com isto você não vai brincar.

Não, hoje você está de castigo e não vai brincar no parque.

Crianças e adolescentes que crescem sem ouvir bons, justos e firmes NÃOS crescem sem saber que o mundo não é só deles. E aí, no primeiro não que a vida dá (e a vida dá muitos) surtam.

Usam drogas. Compram armas. Transam sem camisinha. Batem em professores. Furam o pneu do carro do chefe. Chutam mendigos e prostitutas na rua. E daí por diante.

Não estou defendendo a volta da educação rígida e sem diálogo, pelo contrário. Acredito piamente que crianças e adolescentes tratados com um amor real, sem culpa, tranqüilo e livre, conseguem perfeitamente entender uma sanção do pai ou da mãe, um tapa, um castigo, um não. Intuem que o amor dos adultos pelas crianças não é só prazer - é também responsabilidade. E quem ouve uns nãos de vez em quando também aprende a dizê-los quando é preciso.

Acaba aprendendo que é importante dizer não a algumas pessoas que tentam abusar de nós de diversas maneiras, com respeito e firmeza, mesmo que sejam pessoas que nos amem. O não protege, ensina e prepara.

Por mais que seja difícil, eu tento dizer não aos seres humanos que cruzam o meu caminho quando acredito que é hora - e tento respeitar também os nãos que recebo. Nem sempre consigo, mas tento. Acredito que é aí que está a verdadeira prova de amor. E é também aí que está a solução para a violência cada vez mais desmedida e absurda dos nossos dias.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Diversos nomes para um mesmo alimento


A extensão territorial do Brasil e as várias influências recebidas são, provavelmente, os fatores que mais contribuem para a denominação dos alimentos. Mas um mesmo alimento pode ter nomes diferentes em cada região do país. Assim, tem-se a tangerina ou mexerica, em Santa Catarina e a bergamota ou mandarina, no Rio Grande do Sul. O jerimum, no Nordeste, e a abóbora, nas demais regiões e assim por diante. Citamos, a seguir, alguns exemplos da vasta
sinonímia brasileira.

Abacaxi: ananás.
Abóbora: jirimum, jerimum, abóbora-amarela, abóbora-moranga,
abóbora-rainha, abóbora-guiné, abóbora-turbante etc.
Mandioca: aipim, macaxeira.
Alho-porró: alho-macho.
Amendoim: mandubi, mendobi, manduí.
Banana da terra: banana-pacova.
Batata inglesa: batatinha.
Beiju: tapioca.
Canjica: curau, papa de milho, mungunzá, canjiquinha.
Chuchu: maxixe francês.
Cupuaçu: cacau da nova granada, cacau do peru.
Erva-doce: funcho.
Lula: calamar.
Pimenta-malagueta: pimenta- de-comari, comarim, pimentalambari.
Pimenta-do-reino: pimenta branca, pimenta-da-índia.
Quiabo: quimbombô, quibombó, quigombô.
Rã: jia.
Surubim: piracambucu, pirambucu, cambucu, bagre-rajado.
Tangerina: mexerica, pokan, bergamota, laranja-cravo, vergamota,
laranja-mimosa.
Umbu: ameixa da espanha, acaia, imbu.
Vagem: feijão-verde.

Fonte: Alimentação e cultura